Elza Soares em farra histórica no Carnaval de São Luís

Carnaval é pura diversão, mas “é também a festa da “contestação e subversão”, segundo o jornalista Leonardo Sakamoto. “Quando é pasteurizado, transformado em produto, empacotado, vendido e transmitido, a contestação é domesticada e pode perder o que tem de melhor. Por isso, dificilmente se manifesta com grandeza em ambientes protegidos por seguranças armados, isolados por cordões mal remunerados, reunindo a “nata” da sociedade abraçada em ar condicionado ou filtrados pela edição das câmeras de TV”, argumenta o jornalista.

Luciana Simões e Alê Muniz, no Bloco Bota Pra Moer. Foto: Layla Razzo.

“Não é a contestação do beijo forçado e da nudez sexista, que reproduz o cotidiano de nossa sociedade machista e violenta, mas a contestação que nunca é convidada para festas da “Casa Grande”. Por isso, o Carnaval não é apenas a arte da libertação. Também é a do incômodo”, complementa Sakamoto.

Gente Feliz 

Uma das coisas que me incomoda é gente chata, que usa o poder de democratização da informação nas redes sociais, para destilar suas frustrações e se incomodar com o outro. Creio eu que “gente feliz não se incomoda com os outros. Cada um tem sua maneira de existir. Se cuide para não ficar amargurado. Não seja o tipo que reclama e fica sentado”.

O Carnaval se foi e na minha mente a Segunda-Feira Gorda de Carnaval, no BLOCO BOTA PRA MOER, idealizado pelos Criolinas, Alê Muniz e Luciana Simões. Uma farra histórica, com direito a manifesto contra o assédio, a presença dos ilustres maranhenses Fuzileiros da Fuzarca, Rosa Reis, Tião Carvalho, além da “lady” carioca, Elza Soares,  que conheceu o “PLANETA FOME”, mas subverteu a ordem com a sua voz estonteante, a musicalidade cheia de texturas e sem prazo de validade.

Alê Muniz e Elza Soares, no Bloco Bota Pra Moer. Foto: Layla Razzo

Emocionante

Com um show econômico em um trio parado, a Mulher do Fim do Mundo foi ovacionada pela onda humana que acompanhava o bloco, desde a concentração na praça Maria Aragão até à dispersão na Praça dos Catraeiros, na Praia Grande.

Enfim, é simples definir a participação singular de ELZA SOARES no Carnaval de São Luís: “a carne mais barata não é a carne negra” como pensam alguns “SEPULCROS CAIADOS”  existentes na sociedade e que, ainda, acham que dias de festa de Carnaval servem apenas para esquecer o cotidiano”.

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